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Geração à Esquerda

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278,3 milhões ou a facturação com base na fé

Na passada semana a UTAO, Unidade de Apoio Orçamental, a mesma que Marco António Costa de forma hábil tentou usar como entidade passível de fazer uma avaliação ao cenário macroeconómico do PS em meados de Abril deste ano, veio dar conhecimento de um dado que deveria causar a apreensão de todos, o desbaste incompreensível de 278,3 milhões de euros da chamada “almofada financeira”. Uns dirão que a almofada orçamental servirá para fazer face a situações de urgência e a casos fortuitos e de força maior que obrigam o Estado ao emprego desta referida almofada, contudo o valor de 278,3 milhões de euros reporta-se apenas á diminuição da “almofada financeira” só no mês de Novembro. Ao todo, só neste ano de 2015, o anterior Governo delapidou cerca de 629,8 milhões de euros do total de 945,4 milhões de euros, ou seja, mais de metade da tão badalada e promovida “almofada financeira” já foi desbaratada, sem que exista uma justificação manifestamente suficiente para tal coisa.

 

A este esvaziamento dos “cofres cheios” há que juntar o episódio do logro da sobretaxa de IRS, algo que pode ser qualificado como uma autêntica burla eleitoral, a utilização de um esquema elaborado de fumos e espelhos para tentar convencer o eleitorado que a governação de sacrifícios imposta a (parte) da população estava a ter resultados fantásticos, e ainda a ausência de diligências iniciais para levar a cabo o orçamento de Estado para 2016, facto que merece a maior censura e que importa ainda dissecar para responsabilizar quem ordenou ou teve a brilhante ideia de fazer tal coisa. Ora, a aparente política do rigor e responsabilidade começa a revelar-se como uma autêntica farsa que se impôs, com a ajuda da máquina mediática alimentada pela comunicação social, aos portugueses. O embrulho era bonito, a retórica perfeita, mas a realidade, essa coisa inconveniente e que, por mais que se tente moldar, acaba sempre por se impor, por maior que seja a fé numa ideia ou crença. E que fé que foi, que serviu para guiar cegamente os desígnios do nosso País em desvarios neo-liberais, sendo que hoje conhecemos com mais profundidade a “factura” que temos de pagar.  

E por falar em facturas, aparentemente, a retórica das “facturas” que hoje a direita tem utilizado para se referir ao projecto político do novo governo, facilmente e com maior propriedade se aplica aos últimos 4 anos de governação, a qual gerou uma pesada factura que todos teremos de pagar. De facto, a irresponsabilidade e falta de rigor que se tem vindo a descobrir no que respeita ás contas públicas, onde a grande premissa da diminuição da dívida pública nunca foi alcançada mas até agravada e o falhanço global dos objectivos macroeconómicos ao longo dos anos e que atinge o clímax com a previsão do défice para 2015, a imposição da agenda ideológica de desmantelamento do Estado, através das inúmeras privatizações e da entrega de forma mais ou menos oculta de áreas de actuação estatal essencial como é o caso da Educação e Ensino Superior e o apoio social, e o afastamento promovido entre o Estado e o cidadão, através da reorganização do mapa judiciário, da reforma administrativa das autarquias locais e o aumento de impostos cegos aliado aos cortes sucessivos das prestações sociais, são as grandes marcas governativas da dupla Pedro Passos Coelho e Paulo Portas. Hoje, já sabemos que factura nos impuseram, importa agora fazer tudo para que a mesma não seja nem desculpa nem motivo para não lutar por mais e melhor para o nosso País.

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