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Geração à Esquerda

Geração à Esquerda

Estou aqui, tenho direito a Viver!

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Muito se falou sobre as hipotéticas fragilidades de um acordo (ou dois, ou três, ou quantos foram e forem preciso) à Esquerda. Pouco se falou da frágil realidade económica em que o país ficou após quatro anos de poda nos direitos das pessoas.Portugal é assim, fazem-se estudos a olhometro, fundamentam-se opiniões com base em sitescom anúncios manhosos em janelas pop-up. Os meios de comunicação social são tão rigorosos que chegou a ser anunciado, num desses pasquins de meia tigela, que Portugal até já pagou a dívida à troika: Quem?! Como?!Onde?!!

Uma das críticas (com as quais agora até o CDS enche a boca, veja-se lá o descaramento) é a do tão aclamado projecto europeu. Criou-se esta confusão ideológica de uma Esquerda anti-UE, radical e extrema.Questionar as normas europeias não pode ser visto como uma posição anti-Euro. Mas, já dizia Pessoa, “tudo é ousado para quem nada se atreve”. A verdade é esta: a austeridade não resulta e têm que surgir caminhos diferentes. Não se pode passar a vida a confundir reformas estruturais com cortes salariais. O cliché de que isto são só fenómenos de países do sul da europa, esbarra numa Finlândia fria, em quebra – a não ser que se julgue que os efeitos do aquecimento global chegaram primeiro à economia e transformaram Helsínquia num destino balnear, repleto de minis e barrigas grandes a fugirem de camisas desabotoadas.

Os países não podem ser ratos de laboratório, os direitos da vida das pessoas não podem ser ceifados sem nos lembrarmos de que há uma diferença colossal entre uma conta de subtrair num papel timbrado e um pacote de feijão a menos na dispensa de uma família. Não, o Estado não se pode substituir às pessoas, o Estado não pode distribuir currículos por aqueles que procuram uma vida melhor sentados no sofá. Mas o Estado nunca pode achar que tudo se auto-regula, não pode achar que enganar as estatísticas é suficiente e que um estágio profissional é a única e melhor maneira de iniciar ou relançar a vida profissional de quem não tem Cunha como último nome. O Estado existe e tem de cumprir a sua função, em vez de servir de ponte para a vida pós-governo.

Como é que isto se faz? Tem de se mudar de paradigma, tem de se mudar a forma como se olha para a vida e para o objectivo da mesma. Querem chamar-me radical, extremo, utópico? Não me importo. Estou aqui: tenho direito a viver!


Nuno Menezes

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