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Geração à Esquerda

Geração à Esquerda

Liberal na Razão, Marxista no Coração

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“Os liberais democratas acrescentarão um Coração a um governo Conservador e um Cérebro a um governo Trabalhista”

 

Finalmente! Mudámos de Governo. Foi formado em Portugal um Governo socialista como expressão possível da maioria social e parlamentar resultantes das últimas eleições legislativas. Os seus objectivos são claros: acabar com a austeridade, defender o Estado-social e, sobretudo, recusar o fatalismo da descida do valor do trabalho.

Mas entendamo-nos bem. Seria bastante ingénuo pensar que esta solução é final, isto é, que os moldes de possíveis maiorias de esquerda no futuro se construam na base de medidas avulsas. Esta situação não gera estabilidade nem credibilidade. Para além disso, a capacidade desta maioria para produzir alterações estruturais, aquelas que carecem de tempo político e muito trabalho técnico, ainda é bastante duvidosa.

Essa dúvida é o pontapé de saída para um projecto político-institucional absolutamente novo em Portugal, que até agora só se verificava à Direita: é necessário institucionalizar e organizar uma identidade e estruturas comuns à esquerda partidária portuguesa. Não quer isto dizer fusão ou coligação, nem sequer candidaturas conjuntas entre os partidos. Quer sim dizer contrapor ao Arco da Governação, o Arco da Constituição, do Estado-Social, do SNS, da Escola Pública, etc.

Este Arco da Esquerda partidária tem várias virtudes que devem ser aproveitadas. Deve-se criar um diálogo permanente entre os vários partidos da actual maioria para daí extrair pactos políticos duradouros. Pactos sobre a Segurança Social, sobre a Escola Pública, sobre o SNS, sobre a legislação do Trabalho. Pactos sólidos que só possam ser derrubados na presença de uma maioria absoluta da Direita.  As esquerdas podem e devem permanecer partidariamente fragmentadas, com identidades próprias; não podem é continuar a assobiar para o lado: o PS sempre a desejar a maioria absoluta (de duvidosa probabilidade) e BE e CDU com pouca ou nenhuma alavancagem na criação das políticas públicas. O sucesso desta proposta poderá significar que possamos ter reformas duradouras da autoria de toda a esquerda parlamentar.

O sucesso desta proposta também poderá originar o colapso do centrão, o colapso do pisca-pisca, e do espírito de governar por governar.  A organização da esquerda partidária poderá levar ao término do PS centrista, exageradamente moderado, politicamente correcto, demasiadamente promíscuo com o sector privado. O PS não tem de ter um coração e a cabeça em pratos da balança distintos.  Aliás, faz muito pouco sentido essa opção.  A promoção da igualdade, do valor do trabalho e do Estado Social trazem mais prosperidade económica a longo prazo do que uma sociedade atomizada entregue à sorte de cada um. O PS tem que assumir escolhas e uma delas deve ser acabar com PS de Seguro e Beleza e retomar o centro-esquerda que há muito se abandonou. António Costa tem todas as condições para navegar o partido pela turbulência criativa da esquerda e liderá-la com uma identidade própria e comum.  A eliminação da austeridade é só o começo.

 

João Diogo Quartilho

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