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Geração à Esquerda

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Os Mínimos Nacionais

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Há quatro anos atrás o ordenado mínimo subia para os 485 euros. Durante quatro longos anos, foi feito um ataque feroz ao estado social, à nação e, em última análise, a todas as famílias portuguesas.

Escudando-se nas imposições da troika, da Europa e das contas bem feitas, o anterior governo vendeu a ideia que tudo estaria a ficar bem neste país. Não contou, claro, que seria apenas para alguns, uma minoria ínfima dos portugueses.

Durante quatro longos anos o governo afirmou que todos teríamos de viver com menos, com os mínimos. O convite feito aos jovens, para que emigrassem, foi escutado por milhares, e aos poucos, ano após ano, o país envelheceu, perdeu o sangue novo, os cérebros, os filhos em que tanto se investiu. Foram além da Taprobana, como diria Camões sobre a grande viagem histórica portuguesa.

Agora os tempos são de esperança. Agora podemos sonhar em ser iguais aos restantes europeus, sem achar que é um luxo comprar, viajar, viver...

Agora luta-se pela igualdade, sem que uns tenham tudo e outros não tenham nada. Agora até o FMI afirma que devia ter havido uma restruturação da dívida pública em Portugal. Afinal não era preciso tirar casas às famílias, abandonar tantos projetos e investimentos, tirar o pão a tanta gente e deixar Portugal perdido no tempo.

Agora pensa-se no futuro com um olhar igualitário, com expetativa positiva e com um pensamento de quem quer um país à frente do seu tempo.

grafico salario minimo nacional.png
Discute-se agora a subida do ordenado mínimo nacional. Quase meio milhão de portugueses estão a viver com o mínimo. Um número de pessoas que foi aumentado com as medidas austeras e por vezes bárbaras do anterior governo. Nos próximos quatro anos teremos o ordenado mínimo nos 600 euros, sendo que no próximo ano subirá para 530 euros. Depois de quatro anos estagnados, diria até em retrocesso, o governo encontra um rumo para os que vivem com o mínimo. Esta é uma corrida difícil, pois estamos longe dos 645 euros de Espanha, dos 1337 euros de França ou dos 1445 da Alemanha. Quatro anos sem nenhum acréscimo colocou-nos num lugar de mais difícil recuperação.

Agora é tempo de trabalhar, de ser positivos, de nos esforçarmos por ter um Portugal de igualdade, fraterno e livre. É tempo de uma esquerda unida, com liberdade de discordar com assuntos mas encontrando soluções globais, para todos. É o momento de puxar por Portugal!

 

Filipe Fernandes

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