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Geração à Esquerda

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QUATRO FERIADOS: CUSTOS E PROVEITOS

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Depois dos governantes do anterior governo tirarem do calendário dias comemorativos, civis e religiosos, voltam a restituir-se os feriados aos portugueses.

A data prevista para a reposição era o ano de 2017, mas, em boa verdade, todos os portugueses desejavam estes feriados e o governo, tal como prometeu em campanha e colocou no seu programa, antecipou-se e traz a esperança que todos ansiavam.

Foi em 2012 que se aboliram feriados, desprezou-se a cultura e a história e se ignorou datas marcantes na comunidade, alterando ritmos e tradições. O pretexto foi a crise e o aumento da produtividade, algo que não se prova que seja verdade, dividindo economistas e deixando os políticos em ambiguidade na decisão.

Dois dos feriados repostos são civis, o “5 de Outubro”, que assinala a Implantação da República e o 1º de dezembro, Dia da Restauração da Independência.  Os outros dois são religiosos, o “Corpo de Deus”, feriado móvel, e o de “Todos os Santos” a 1 de novembro.

Mas várias dúvidas surgem, levantando-se muitas questões que deixam todos assustados. Qual é o impacto na economia com a reposição dos feriados?

A opinião dos economistas não é de alarme. Afirmam que a produção pode diminuir, mas a produtividade não sai necessariamente prejudicada. Ora, significa que não é com o aumento dos dias de trabalho que se aumenta a produtividade, diminuindo também a produção global. Pelo contrário, a produtividade pode até sair diminuída, com menos capacidades cognitivas e físicas e menos motivação dos trabalhadores. As pessoas não devem ser tratadas apenas como números! Devemos olhar para todos como Seres Humanos e foi isso que este governo fez.

Além disso, é preciso contar com os gastos que os portugueses fazem com o turismo, com o lazer e com as compras em dias de feriado e fins de semana prolongado. Alguma razão deve existir para que os grandes empresários defendam menos horas de trabalho por dia. Talvez já tenham descoberto que a produtividade depende do bem estar dos seus trabalhadores.

Num olhar mais global podemos até verificar que outros países europeus têm tantos ou mais feriados que Portugal: Suécia, Eslováquia e Chipre com 15 feriados. Malta, Bulgária e Letónia com 14. Áustria, Grécia e Croácia têm 13.

Portugal terá exatamente 13.

Parece-me justo que se cumpra o prometido e não fazer do temporário e provisório algo que se consolide para sempre. Por isso os governantes estão de parabéns!

 

Filipe Fernandes

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