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Geração à Esquerda

Geração à Esquerda

Momento histórico em Portugal

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Agora já se respira um pouco de  Igualdade

Nem mais, nem menos direitos iguais.

No passado dia 20 de Novembro de 2015 em Portugal aconteceu um momento histórico, na Assembleia da República foi aprovada a Adoção de crianças por casais homosexuais. A adoção de crianças por casais do mesmo sexo permite, assim, que todos os casais, independentemente da sua orientação sexual e estado civil, possam adotar crianças.

Com a esquerda unida foi possível acontecer esta mudança em Portugal, pois durante a anterior legislatura, onde PSD e CDS tinham maioria absoluta, esta medida foi falhada por três vezes. Finalmente aconteceu. Esta medida foi uma das “bandeiras políticas” sempre defendida pelos partidos de esquerda, nomeadamente pela Juventude Socialista e Bloco de Esquerda.

As crianças são, sem dúvida alguma, as mais beneficiadas com esta medida, pois muitas vezes são privadas de uma vivência familiar. Estamos a falar de crianças que, muitas delas, foram abandonadas em hospitais, entregues em lares, casos de pobreza extrema, violência, que não têm família. Cada criança tem a sua história e cada caso é um caso diferente. Mesmo que se encontrem a viver numa instituição, nada consegue substituir o amor, o calor e o afeto de uma família.

Ter uma família é o sonho de qualquer criança, e estas também merecem.

Em Portugal as pessoas já começam a aceitar a mudança, mas ainda existe um longo caminho a percorrer, pois muitas das vezes a teoria não passa à prática. É necessário continuar a lutar e mudar as mentalidades.

Na igualdade ainda há muito a fazer. Para haver Igualdade deve haver liberdade!

Como disse Nelson Mandela: “Estou mais do que nunca influenciado pela convicção de que a igualdade social é a única base da felicidade humana.”

Em suma, é necessário continuar a lutar e a atualizar as políticas, construir um Mundo igual e livre, olhar para um futuro à frente do nosso tempo para todas as crianças, jovens e famílias no geral.

 

Tânia Teixeira

Espirito de Natal

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Aproxima-se o Natal e as decorações de Natal, os centros comerciais lotados, os anúncios infindáveis de brinquedos na televisão comprovam o aproximar da data.

É uma época muito especial, de grande magia e simbolismo para adultos e crianças, onde que como por magia todos parecemos mais felizes a viver em paz e harmonia.

Apesar do Natal ser na sua essência uma festa cristã, há muito que se converteu numa festa familiar com tradições pagãs e na qual a nossa sociedade atual expressa o seu profundo cariz consumista.

Nesta correria desenfreada para que tudo esteja pronto na noite de Natal, há dezenas de coisas para fazer… Senão vejamos: fazer a lista das pessoas a quem queremos oferecer presentes, pesquisar os preços e alternativas, decorar a casa com os enfeites de natalícios, fazer a árvore de natal, definir e comprar o necessário para a jantar de natal, mandar e-mails, mensagens para amigos e familiares, desdobrar-se em múltiplos jantares…

Tanta coisa para pensar e fazer!

Ainda por cima, filas infindáveis nas lojas, artigos esgotados, centros comerciais lotados… Que grande azafama!

Dei por mim um destes dias, numa dessas filas intermináveis num qualquer centro comercial a pensar que esta época que deveria ser de paz, harmonia e tranquilidade, transformou-se num verdadeiro inferno e ainda por cima dispendioso!

E lembrei-me inevitavelmente de tantas e tantas crianças, de tantas e tantas famílias, de tantos e tantos idosos por este mundo fora, em que o Natal não é nada parecido ao que nós estamos habituados.

Centros comerciais, filas de trânsito, carro, casa?

Não têm e nunca ouviram falar.

Presentes, brinquedos, ceia de Natal?

Não têm!

O Pai Natal?

Não conhecem e nem passa lá para deixar presentes!

Muitas, certamente não sabem sequer que o Natal existe, não têm casa, nem família, nem sequer comida.

Os números demonstram esta dura realidade.

Há mais de 120 mil crianças soldado em Africa, 80 milhões de crianças são obrigadas a trabalhar, 12 milhões de crianças são órfãos…

As Nações Unidas estimam que no próximo ano haja 5,75 milhões de crianças afetadas pela seca e 400 000 em risco de malnutrição grave só na Etiópia.

Em Africa, por ano cerca de 20 milhões de pessoas morrem de fome e a maioria são crianças.

Portugal tem perto de 2 milhões de pessoas em risco de pobreza, sendo que quase 500 000 são crianças.

Quase 8500 crianças vivem institucionalizadas em Portugal.

Isto sim é preocupantes!

E nós aqui preocupados com presentes, correrias para as compras e artigos que já estão esgotados!

Neste Natal que se aproxima não esqueçamos estas crianças e se possível vamos ajuda-las, para que tenham um futuro mais digno, com acesso a cuidados de saúde, alimentação, educação, proteção e igualdade.

Vamos nós conter o nosso ímpeto consumista e pensar mais na essência e magia do Natal, na pureza e na simplicidade desta época, que se pretende que seja de solidariedade, de partilha e de ajuda.

Há muitas instituições e associações a precisar de apoios para ajudar os outros e a precisar de voluntários.

Há crianças à espera de um colo e de um simples brinquedo.

Há idosos a precisar de um abraço e de companhia.

Há com certeza à nossa volta, bem perto, alguém que precisa da nossa ajuda, do nosso apoio, da nossa presença, do nosso carinho, de receber o verdadeiro Espirito do Natal.

 

Teresa Fernandes

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